Não tem como medir a importância de algumas pessoas na vida.
Quando eu era adolescente, toda intensa, arrumei um melhor amigo. A gente passou todas as madrugadas de 2001 no telefone, sem exagero. Ligava pra ele às 11 da noite e só terminava às 7 da manhã, quando meus pais acordavam, e eu me desesperava e desligava na cara. Eu não sei o que a gente falava tanto, mas lembro de amor, de música, de viagens, de sonhos, de futebol. Aí a tarde a gente se encontrava na escola de novo, como se fôssemos colegas de sala quaisquer.
Não tem tamanho o amor que eu senti por ele, e até hoje sinto, só que de outro modo.
Pois bem, nessas tantas conversas, ele me ensinou a gostar de Oasis e admirar os irmãos Gallagher. Ele é viciado.
Ontem foi melhor que o show de 2006, porque a chuva parou, ainda bem. Assisti sozinha, mas lembrei dele o tempo todo.
(não fui eu que fiz o vídeo)
Hoje ele mora longe, em outro país, outro continente, e eu sinto falta. O incrível é que nada muda quando a gente se encontra. A sorte de ter uma amizade assim é que eu sei que existe alguém que vai me esperar pra sempre. E eu tô indo logo logo.
(E o Liam, hein minha gente? Que coisa é aquela? haha. Não poderia deixar de comentar. Quanto mais velho melhor, parece)